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Publicado em 27 de Janeiro de 2012, às 09h21min

Credores oferecem 70% de redução para dívida da Grécia

Estadão

Crédito: Google imagens

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O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) fez uma oferta para assumir perdas de quase 70% sobre a dívida grega nas negociações sobre a contribuição privada para um socorro ao país, disse o presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, à emissora de televisão alemã N-TV.

"Colocamos sobre a mesa uma oferta muito atraente", disse Ackermann, que também preside o lobby bancário IIF, sobre uma proposta em discussão em Atenas.

O IIF está coordenando uma oferta por parte dos credores do setor privado, conhecida como Iniciativa do Setor Privado (PSI, na sigla em inglês).

"São perdas de quase 70% que estamos preparados para assumir", disse Ackermann em entrevista à emissora nesta sexta-feira. "Todos precisam fazer uma contribuição".

À beira do calote

A saída da Grécia da zona do euro não trará a recuperação econômica, apesar de o país ter lutado para garantir um novo empréstimo € 130 bilhões que necessita para evitar um default, afirmou Pantelis Kapsis, porta-voz do governo grego.

Falando ao canal de TV Skai, o porta-voz disse que aqueles que pensam que a Grécia se beneficiará ao retornar para sua antiga moeda, o dracma, estão enganados em achar que isso resolverá os problemas econômicos do país.

"Se nós formos para o dracma, as coisas não se acalmarão...o oposto exato acontecerá", declarou. "Nosso padrão de vida cairá muito. O dracma não trará a recuperação, em vez disso nós nos encontraremos em um nível econômico muito mais baixo."

As declarações do porta-voz ocorrem em um momento no qual a Grécia mantém duas negociações sobre um desconto para a dívida detida pelos credores privados do país e um pacote de socorro de seus parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem o dinheiro do novo empréstimo, a Grécia não conseguirá pagar € 14,4 bilhões em bônus emitidos que vencerão em março.

"Se nós não conseguirmos o empréstimo, como vamos obter dinheiro depois? Há uma lacuna no financiamento, seremos forçados a não pagar os títulos e isso significará um default", disse Kapsis. "Nossa economia está à beira de um default e nós estamos lutando para não declarar default", acrescentou.

As negociações sobre a reestruturação da dívida e o acordo de empréstimo deverão continuar nesta sexta-feira em Atenas. As informações são da Dow Jones.